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A fase em que a introdução alimentar causa cólica no bebê costuma gerar muitas dúvidas e inseguranças nos pais. Afinal, é comum que, após experimentar novos alimentos pela primeira vez, a criança fique mais irritada, apresente gases, barriga endurecida ou dificuldade para dormir ¹.
Nessas situações, muitos cuidadores se perguntam se aquele desconforto faz parte da adaptação natural do organismo ou se existe algum item provocando maior sensibilidade digestiva ¹.
Pois saiba que, durante essa transição, o sistema digestivo infantil ainda está amadurecendo, o que pode dificultar a digestão. Além disso, certos alimentos que dão cólica no bebê, como fibras, podem favorecer a fermentação intestinal, aumento dos gases e alterações no funcionamento do intestino, especialmente quando introduzidos rapidamente ou em grandes quantidades ¹.
Para tirar as suas dúvidas sobre este tema, continue a leitura e entenda por que alguns itens podem causar desconforto abdominal, descubra estratégias de como aliviar gases em crianças e conheça cuidados importantes relacionados a fibras e hidratação para tornar essa fase mais tranquila e confortável.
Resumo
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Porque, nos primeiros contatos com alimentos sólidos, o sistema digestivo infantil ainda está amadurecendo e aprendendo a lidar com novas texturas, fibras e nutrientes. Essa adaptação exige maior esforço do intestino, favorecendo episódios de gases, distensão abdominal e desconforto, principalmente quando a mudança acontece de forma mais rápida ou intensa ¹.
Por volta de 1 ano de idade, muitos bebês passam a consumir alimentos semelhantes aos da família, o que amplia bastante a variedade alimentar. Porém, alguns ingredientes podem aumentar a fermentação intestinal e dificultar a digestão temporariamente, contribuindo para cólicas, alterações intestinais e irritabilidade, especialmente em crianças com maior sensibilidade digestiva ¹.
Entender por que a introdução alimentar causa cólica no bebê ajuda pais e cuidadores a tornar essa fase mais tranquila e confortável. Nesse sentido, a escolha dos itens que vão compor o cardápio é essencial ¹.
A tabela a seguir pode te orientar 2, 3:
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Alimento |
Por que pode provocar desconforto? |
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Feijão e leguminosas |
Favorecem fermentação intestinal e produção de gases. |
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Brócolis e couve-flor |
Possuem fibras fermentativas que podem aumentar distensão abdominal. |
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Excesso de frutas fermentativas |
Pode favorecer desconforto e alteração intestinal. |
É importante destacar que alimentos ultraprocessados, refrigerantes, bebidas açucaradas, frituras e doces em excesso podem favorecer gases, fermentação intestinal e digestão mais lenta, aumentando o risco de desconforto abdominal e cólicas 2, 3.
No entanto, esses alimentos não devem fazer parte da alimentação de bebês, especialmente nos primeiros anos de vida, pois não atendem às necessidades nutricionais dessa fase e podem trazer prejuízos ao desenvolvimento e à saúde digestiva 2, 3.
Observar a reação da criança aos alimentos ajuda bastante a identificar possíveis gatilhos de gases na introdução alimentar ¹.
As seguintes dicas podem ajudar o seu bebê 4:
Pequenos ajustes na rotina ajudam bastante quando a introdução alimentar causa cólica no bebê e desconfortos digestivos temporários. Ainda assim, existem situações que requerem atenção especializada 4.
Febre, vômitos persistentes, diarreia intensa ou presença de sangue nas fezes são sinais que merecem atenção médica rápida. Também é importante observar se a criança apresenta recusa frequente de líquidos e alimentos, já que a desidratação pode acontecer mais facilmente durante episódios prolongados de desconforto gastrointestinal e alterações intestinais 1, 2.
Dor abdominal contínua, barriga muito inchada, prostração excessiva ou irritabilidade intensa também justificam avaliação pediátrica. A piora progressiva dos sintomas ou mudanças repentinas no comportamento requerem acompanhamento profissional 1, 2.
Sim. Durante essa fase, é comum surgirem episódios de gases, barriga inchada e desconforto abdominal temporário, especialmente quando determinados alimentos são introduzidos rapidamente ou consumidos em maiores quantidades. O aumento da variedade e da consistência dos alimentos exige novas adaptações do sistema digestivo infantil, principalmente após 1 ano de idade 1, 2.
Barriga endurecida, estufamento e melhora após eliminar gases costumam indicar ar preso no intestino. Já as cólicas geralmente aparecem em ondas, provocando choro intenso, irritação e movimentos de flexionar as pernas em direção ao abdômen. Observar duração, intensidade e frequência dos sintomas ajuda bastante a diferenciar os desconfortos mais comuns 2, 3.
Aumentar a ingestão de água ao longo do dia ajuda a amolecer as fezes e melhorar o funcionamento intestinal. Frutas, como mamão e ameixa, além de alimentos ricos em fibras, costumam favorecer o trânsito intestinal. Também vale estimular o movimento, manter uma rotina alimentar equilibrada e evitar alimentos ultraprocessados 3, 4.
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Porém, a avaliação pediátrica continua sendo importante para identificar a origem do desconforto e definir a conduta individual mais adequada 5.
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