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O que é Mpox? Sintomas, transmissão e nova variante do vírus

Dr. Márcio de Queiroz Elias Publicado em: 26/06/2025 - Atualizado em: 02/03/2026
Imagem do post Mpox

Antigamente chamada de varíola dos macacos, a Mpox é uma doença causada por um vírus de mesmo nome. É uma enfermidade transmitida de animais para seres humanos e requer cuidados, já que alguns surtos ocorreram pelo mundo, inclusive no Brasil ¹.

Em 2025, identificou-se uma nova variante, que chegou ao país e recebeu a confirmação do informe semanal de Situação Epidemiológica Mpox, do Centro de Operações de Emergência em Saúde, do Ministério da Saúde¹. Diante desse cenário, fica a dúvida: a nova variante da Mpox é mais perigosa? Como se proteger dessa infecção viral?

A resposta passa pelo conhecimento dos sintomas e do modo de transmissão. Trouxemos essas informações neste post, além de outros dados que vale a pena conhecer. Então, que tal continuar a leitura?

Resumo

  • Mpox é uma doença viral causada por um ortopoxvírus, transmitida principalmente por contato direto com lesões, secreções ou crostas, além de contato íntimo prolongado e compartilhamento de objetos contaminados, como roupas, toalhas ou lençóis pessoais ². 
  • Os sintomas iniciais incluem febre, dor de cabeça, dores musculares, cansaço e linfonodos inchados. Em seguida, surgem lesões na pele, que evoluem de manchas para bolhas e crostas, podendo causar dor e desconforto físico geral ³. 
  • Não há tratamento específico para eliminar o vírus. O cuidado é focado no alívio dos sintomas, hidratação, controle da dor e prevenção de infecções secundárias, com acompanhamento médico para orientar isolamento e evolução clínica adequada 4
  • A nova cepa está sob monitoramento e não há consenso de que seja mais perigosa. Avalia-se maior transmissibilidade ou mudanças clínicas, mas gravidade, letalidade e manejo permanecem semelhantes segundo dados disponíveis até o momento atual 5.

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O que é Mpox?

É uma infecção viral causada pelo agente Monkeypox, do gênero Orthopoxvirus e família Poxviridae. Anteriormente conhecida como varíola dos macacos, é considerada perigosa pela Organização Mundial da Saúde. Suas principais características são lesões ou erupções na pele, principalmente no rosto, nas solas dos pés e nas palmas das mãos ².

Apesar de os sintomas serem iguais, a enfermidade tem duas cepas. A I se originou na Bacia do Congo, na África Central, e tende a ser mais grave. Por sua vez, a II deriva da África Ocidental e costuma ser mais leve para os pacientes ³.

Quais os sintomas da Monkeypox?

Os sintomas mudam conforme o indivíduo. A principal manifestação são as erupções cutâneas, que se transformam em bolhas com pus e crostas. Essa fase já é um estágio mais avançado da doença. Além dessas lesões de pele, é comum observar 4:

  • febre
  • dor de cabeça; 
  • dores no corpo; 
  • calafrio; 
  • aumento dos gânglios linfáticos (ínguas); 
  • fadiga.

A incubação do vírus varia de 3 a 16 dias, com possibilidade de chegar a 21 dias. Esse é o período entre o primeiro contato com o Monkeypox e o início dos sintomas. As lesões na pele tendem a surgir entre 1 e 3 dias após a febre, mas há casos diferentes 4.

As erupções cutâneas são planas ou levemente elevadas, com líquido amarelado ou claro e formam crostas. Concentram-se no rosto, nos pés e nas mãos, mas podem surgir em outras partes do corpo 4.

Normalmente, a enfermidade apresenta um quadro leve a moderado. A duração dos sintomas é de 2 a 4 semanas 4.

Como ocorre a transmissão?

A transmissão acontece por meio de contato direto com a pele ou secreções da pessoa doente durante um período prolongado. Na prática, você pode contrair o vírus das seguintes maneiras 4:

  • toque em sangue de indivíduo infectado; 
  • contato com fluidos corporais ou lesões de animais e pessoas que têm a enfermidade; 
  • possibilidade de infecção por objetos contaminados, gotículas e outras secreções respiratórias.

Portanto, como a Mpox passa pelo ar, recomenda-se manter distância e não compartilhar objetos, como toalhas, roupas, lençóis e pratos 4.

Devido à transmissão por gotículas respiratórias, vale a pena destacar que lesões, úlceras ou feridas na boca podem transmitir o vírus pela saliva 4.

Em relação ao toque na pele, o vírus passa de uma pessoa para outra e faz com que familiares e trabalhadores da saúde tenham maior risco de infecção 4.

Também é possível contrair a doença via contato sexual. Por esse motivo, pessoas com múltiplos parceiros têm maior probabilidade de adquirir a patologia ².

A nova variante da Mpox é mais perigosa?

A nova variante é a 1b, que surgiu na República Democrática do Congo em 2024. Devido à transmissão rápida em redes sexuais, a OMS declarou emergência de saúde pública de importância internacional (ESPII). Outra característica dessa cepa é a não exigência de contato próximo e prolongado 5, 6.

No Brasil, a variante 1b foi identificada em São Paulo no início de março de 2025. A paciente tinha 29 anos no momento da infecção e teve contato com um familiar da República Democrática do Congo 5.

Esse novo clado — 1b — é mais contagioso e infecta especialmente crianças. Alguns dos países que já registraram a nova cepa são 5:

  • África do Sul; 
  • Alemanha; 
  • Angola; 
  • Bélgica; 
  • Canadá; 
  • Catar; 
  • China; 
  • Emirados Árabes Unidos; 
  • Estados Unidos; 
  • França; 
  • Índia; 
  • Omã; 
  • Paquistão; 
  • Quênia; 
  • Reino Unido; 
  • Ruanda; 
  • Suécia; 
  • Tailândia; 
  • Uganda; 
  • Zâmbia; 
  • Zimbábue.

Devido à alta transmissibilidade, o Ministério da Saúde implementou o Centro de Operações de Emergência 5.

Tem Mpox no Brasil?

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) informou a identificação do segundo caso de Mpox relacionado à nova cepa 1b no estado. Trata-se de um homem de 39 anos 7.

Os primeiros sinais da infecção surgiram no fim de dezembro de 2025. O paciente buscou atendimento no Instituto de Infectologia Emílio Ribas, na zona oeste da capital, onde permaneceu internado por um dia. Após receber alta e orientações médicas, retornou a Portugal 7.

Até o momento, não há registro de sintomas entre os contatos mapeados no local em que o paciente se hospedou 7.

No Brasil, desde 2022, já foram contabilizados mais de 13 mil casos confirmados ou prováveis de Mpox. Apenas em 2025, o Ministério da Saúde registrou 447 ocorrências confirmadas da doença 8.

O maior número de notificações foi no Sudeste. São Paulo concentrou 51,4% do total de casos. Também houve uma quantidade significativa de pacientes infectados no Amazonas, Pará, Minas Gerais, Bahia, Rio de Janeiro e Paraná 6.

Para controlar o avanço da enfermidade, o Ministério da Saúde implementou o COE e atualizou o plano de contingência. O governo também ampliou a capacidade de diagnóstico e capacitou colaboradores 6.

Caso você tenha sintomas de Mpox, procure uma Unidade Básica de Saúde, evite o contato direto com outras pessoas e lave as mãos e os seus objetos pessoais regularmente 4.

Leia também: Como aliviar a dor? Dicas simples para reduzir qualquer tipo de incômodo!

Como tratar a Mpox?

Não há tratamento específico. O manejo é clínico, focando o alívio dos sintomas, como dor, febre e lesões cutâneas. A avaliação médica é essencial para orientar medicamentos adequados, monitorar complicações e indicar isolamento, garantindo recuperação mais segura e confortável, menor risco de transmissão e acompanhamento adequado ².

FAQ - Perguntas frequentes sobre Mpox

Como se pega Mpox?

A transmissão do vírus ocorre principalmente por contato direto com lesões na pele, crostas, secreções corporais ou mucosas de pessoas infectadas. Também pode acontecer por contato íntimo, incluindo relações sexuais, beijo prolongado e compartilhamento de objetos contaminados, como roupas de cama, toalhas e utensílios pessoais ².

Mpox passa pelo ar?

A disseminação pelo ar não é a principal via. Pode ocorrer transmissão por gotículas respiratórias em contato próximo e prolongado, como conversas por tempo estendido. Ambientes fechados, com pouca ventilação e contato físico frequente, aumentam o risco, mas a doença não se comporta como infecções respiratórias clássicas ³.

Por que o Mpox mata?

Os óbitos decorrentes dessa infecção viral são raros. Geralmente, são associados a complicações, como contaminações bacterianas secundárias, sepse, desidratação grave ou acometimento pulmonar. Pessoas imunossuprimidas, crianças pequenas e indivíduos com doenças crônicas apresentam maior risco de evolução grave quando não há diagnóstico e cuidado adequados 4.

Como fazer para não pegar Mpox?

Evitar contato direto com pessoas sintomáticas, lesões de pele e objetos pessoais compartilhados reduz significativamente o risco. Higienizar as mãos com frequência, usar preservativo nas relações sexuais, manter ambientes ventilados e buscar avaliação médica diante de sintomas suspeitos são medidas essenciais de prevenção individual e coletiva ².

Quanto tempo dura a doença e quando deixa de transmitir?

O quadro costuma durar de duas a quatro semanas. A transmissão pode ocorrer desde o início dos sintomas até a completa cicatrização das lesões, quando todas as crostas caem e a pele se regenera. O isolamento é recomendado até esse estágio final da infecção viral ³.

Existe vacina? Quem pode receber?

Sim. Há vacinas com eficácia comprovada, indicadas principalmente para pessoas que apresentam risco elevado de exposição, como profissionais de saúde, contatos próximos de casos confirmados e populações definidas pelas autoridades sanitárias. A disponibilidade e os critérios variam conforme políticas públicas e situação epidemiológica local 4.

Como diferenciar de outras erupções cutâneas ou ISTs?

As lesões costumam evoluir de manchas para bolhas e pústulas dolorosas, muitas vezes acompanhadas de febre e linfonodos inchados. Diferentemente de alergias ou outras infecções sexualmente transmissíveis, as lesões tendem a ser profundas, firmes e seguir um padrão evolutivo semelhante em todo o corpo ².

 

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Referências Consultadas:
  1. 1. IQVIA PMB MAT JAN/22
  2. 2. Bula do Produto Buscopan

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