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Dor na barriga

Dor abdominal: o que pode ser? Causas e tratamentos

Dr. Márcio de Queiroz Elias Publicado em: 13/09/2023 - Atualizado em: 23/02/2026
Imagem do post médico examina barriga de paciente

A dor abdominal é um sintoma comum que surge como efeito de uma dispepsia (má digestão) passageira, do período menstrual até uma apendicite, quadro mais grave ¹.

Geralmente, o sintoma desaparece sem precisar de tratamento específico. Porém, é claro que o sinal de alerta deve soar se o desconforto abdominal for persistente ¹.

Para saber o que fazer nesse caso, entender onde é a dor na barriga, descobrir suas possíveis causas e conferir os tratamentos para espasmos abdominais, basta seguir com sua leitura.

Resumo

  • Dor abdominal pode ser estresse, gases, má digestão, gastrite ou constipação, além de infecções intestinais, refluxo, intolerâncias alimentares e inflamações. Também pode indicar causas urinárias, ginecológicas ou cirúrgicas, variando conforme localização, intensidade, duração e sintomas associados 2, 3.
  • A dor no abdômen pode se manifestar de forma generalizada, espalhada por toda a barriga; localizada, concentrada em um ponto; em cãibra ou cólica, com contrações; ou em queimação, comum no refluxo e gastrite 4.
  • A prevenção de dor e espasmos abdominais envolve alimentação equilibrada, boa hidratação, mastigação adequada, horários regulares e moderação em gorduras, álcool e ultraprocessados. Manter atividade física, controlar o estresse e respeitar sinais do corpo reduz episódios de desconforto abdominal 12, 13.
  • A dor na barriga torna-se preocupante quando é intensa, persistente, piora progressivamente ou surge subitamente. Febre, vômitos repetidos, sangue nas fezes, rigidez abdominal, perda de peso ou dor ao toque indicam necessidade de avaliação médica imediata para diagnóstico e tratamento 16.

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Onde é a dor abdominal?

Consiste em uma sensação dolorosa que pode acometer todo o tronco, que vai do tórax até a pelve. Para orientar a anamnese e o exame físico dos pacientes, essa área é dividida em quatro quadrantes: superior direito e esquerdo e inferior direito e esquerdo ¹.

Dessa forma, partindo do local do desconforto, o médico conduz o exame físico e define os exames adicionais para fazer o diagnóstico do caso ¹.

O que pode ser dor abdominal?

Pode ser desde um episódio de má digestão ou gases no estômago até problemas na vesícula, fígado, bexiga, útero e ovários. Os distúrbios gastrointestinais tendem a provocar sintomas passageiros. Porém, quando a dor vai e volta ou não cessa, deve-se procurar um médico para diagnóstico e tratamento adequados ².

Como as possibilidades são amplas, listamos a seguir alguns dos fatores que causam dores abdominais ². Confira!

1. Má digestão

A dispepsia funcional, conhecida popularmente como má digestão, causa um tipo de dor abdominal que gera a sensação de aperto no estômago, especialmente no quadrante superior esquerdo, além de queimação e pontadas ³.

O quadro acontece pontualmente, como após uma refeição volumosa, ou pode ser uma percepção permanente, em que a sensação de saciedade acontece mesmo após comer pouca comida ³.

A dispepsia não é classificada como um quadro grave, mas causa bastante desconforto. Para combatê-la com soluções mais efetivas, o recomendado é procurar um gastroenterologista para avaliar todos os sintomas ³.

Leia também >>> Problemas digestivos: quais os principais e como prevenir.

2. Gastroenterite

Outra causa de dor abdominal é a gastroenterite, um tipo de infecção que irrita a mucosa do estômago e do intestino. A causa pode ser viral ou bacteriana e provocar outros sintomas, como diarreia, náusea, vômito e até febre ³.

Geralmente, o problema acontece quando um alimento contaminado é consumido, causando uma intoxicação alimentar ³.

O quadro é passageiro e pode ser tratado em casa com a ingestão de bastante líquido (água e soro caseiro, quando necessário) e alimentos leves de fácil digestão ³.

Caso os sintomas piorem, pode ser necessário utilizar antibióticos e remédios para conter o vômito. Além disso, queda de pressão e muito sono são sinais que indicam a necessidade de cuidados médicos ³.

3. Infecção urinária

A infecção urinária pode causar dor abdominal na parte inferior do abdômen, próximo à pelve. Outros sintomas característicos são: necessidade frequente de urinar, queimação ao fazer xixi, presença de sangue e odor forte na urina ³.

Como é uma infecção bacteriana, o quadro é tratado com antibióticos e, por isso, requer orientação médica. Um urologista ou ginecologista são especialidades que conduzem o tratamento ³.

A infecção pode afetar a uretra (canal por onde sai a urina) e a bexiga, mas pode chegar aos rins. Então, contê-la é essencial para evitar o agravamento do quadro ³.

4. Intolerância à lactose

Quando uma pessoa sente dores no abdômen frequentes depois de 30 minutos a duas horas após ingerir um alimento contendo leite ou derivados, a situação pode ser um sinal de intolerância à lactose, a proteína do leite ³.

Nesse caso, o organismo tem dificuldade para digerir a proteína, podendo causar desconforto abdominal, gases, diarreia ou constipação, roncos e barriga estufada ³.

A melhor forma de confirmar o diagnóstico é fazer um teste de absorção da lactose para confirmar a intolerância ³.

Se for positivo, é necessário ajustar a dieta para eliminar leite e seus derivados, e fazer uso da enzima para auxiliar na digestão da lactose, quando consumir algum alimento ou prato que contenha queijo, por exemplo ³.

5. Azia

A azia é aquela sensação de queimação que sobe debaixo do peito, provocando gosto ácido ou amargo na boca devido ao retorno de parte do conteúdo estomacal para o esôfago. Geralmente, começa duas horas após a refeição e pode piorar, caso a pessoa se deite depois da refeição 4.

O sintoma é provocado pelo consumo de alimentos cítricos ou ácidos (ex: café, bebidas alcoólicas ou gasosas, chocolates, tomate, entre outros), refeições volumosas, disfunções no esôfago, que causam refluxo, ou doenças, como hérnia de hiato 4.

Quando a azia é frequente, o recomendado é procurar a orientação de um gastroenterologista para descobrir a causa do desconforto 4.

6. Refluxo

O refluxo é o retorno involuntário do bolo alimentar (alimento em processo de digestão) do estômago para o esôfago, provocando queimação e azia 5.

O sintoma pode ser pontual e passageiro ou estar ligado a alguma condição, como a doença do refluxo gastroesofágico (DRGE) e hérnia de hiato 5.

Além de desconforto na região torácica, o refluxo causa dor epigástrica, especificamente acima do umbigo. O tratamento inclui medicamentos antiácidos e bloqueadores dos receptores de histamina, que reduzem a acidez estomacal 5.

Porém, é importante diagnosticar e tratar a causa do sintoma para controlar a doença. Então, se o refluxo é um desconforto recorrente para você, procure orientação médica 5.

7. Apendicite

A apendicite é a inflamação do apêndice, órgão situado na primeira porção do intestino delgado. Geralmente, a obstrução é provocada por pequenos pedaços de fezes endurecidas, gases ou vermes, o que desencadeia uma infecção ³.

A dor abdominal começa na parte central da barriga e irradia para o quadrante inferior direito. O sintoma é agudo e evolui rapidamente. Por isso, é necessário buscar atendimento médico de emergência ³.

O principal risco da apendicite é o rompimento do apêndice (peritonite), que pode causar uma infecção generalizada na cavidade abdominal, aumentando o perigo de morte ³.

Leia mais: O que causa apendicite? Descubra 5 motivos e como tratar

8. Prisão de ventre

A prisão de ventre, popularmente chamada de intestino preso, é a diminuição do número de evacuações, o que causa o endurecimento das fezes, acúmulo de gases e barriga inchada ³.

As dores provocam a sensação de aperto e pontada no abdômen, além do esforço na hora de evacuar. Nesse caso, beber bastante água e ingerir frutas, verduras, legumes e cereais ricos em fibras estimula a motilidade intestinal ³.

Porém, quando o quadro se prolonga e as medidas iniciais não dão resultado, o recomendado é passar por uma consulta com um gastroenterologista para investigar o sintoma ³.

9. Intoxicação alimentar

A intoxicação alimentar é causada após a ingestão de um alimento contaminado com toxinas microbianas. Nem sempre a comida ingerida contém o microrganismo vivo, mas a toxina liberada por ele já afeta o funcionamento do sistema gastrointestinal 6.

Além da dor abdominal, outros sintomas característicos da intoxicação são: diarreia, vômito, mal-estar, cansaço, náuseas e calafrios 6.

Os sintomas são passageiros e o principal cuidado é manter o corpo hidratado, ou seja, beber bastante água e fazer refeições leves. Em caso de pressão baixa, sono excessivo e piora dos sintomas, deve-se procurar atendimento médico 6.

10. Úlcera

A úlcera no estômago, ou úlcera péptica, é uma doença que causa uma erosão na mucosa gástrica (úlcera gástrica) ou no início do duodeno, já próximo ao intestino delgado (úlcera duodenal) 7.

A infecção por Helicobacter pylori (H. pylori) e o uso frequente e sem recomendação de medicamentos anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) são as principais causas 7.

A dor na barriga é o primeiro sintoma, e o mais constante, além da distensão abdominal, náuseas e vômito. Por isso, é essencial investigar os sintomas iniciais para evitar o agravamento do quadro 7.

11. COVID-19

A COVID-19 também pode gerar dores abdominais. O sintoma é acompanhado de alterações respiratórias, como tosse, nariz entupido, dor na garganta e febre, além de problemas gastrointestinais, como vômito, náusea e diarreia ³.

Confirmar o diagnóstico é o primeiro passo. Caso o quadro não evolua para falta de ar, por exemplo, o tratamento é doméstico com o uso de analgésicos e antitérmicos. Nesse contexto, é válido destacar a importância do acompanhamento médico para fazer o uso correto dos medicamentos ³.

Dor abdominal pode ser estresse?

Sim. O estresse pode causar dor na barriga porque afeta diretamente o eixo intestino-cérebro, alterando a motilidade intestinal, a produção de ácido gástrico e a sensibilidade visceral. Situações de tensão emocional podem desencadear cólicas, queimação, inchaço e desconforto abdominal, mesmo sem alterações orgânicas detectáveis em exames clínicos ³.

Dor abdominal pode ser gases?

O acúmulo de gases no trato gastrointestinal pode causar dor por causa da distensão das alças intestinais. Esse desconforto costuma vir acompanhado de inchaço, pressão, estufamento e alívio parcial após flatulência. Geralmente, dor abdominal pode ser gases devido à alimentação, digestão lenta, intolerâncias alimentares ou alterações do trânsito intestinal ³.

Quais são os tipos de dor abdominal?

Os principais tipos são 8:

  • generalizada: toma mais da metade da barriga e é comum em infecções por vírus, indigestão ou gases;
  • localizada: é sentida em apenas uma área da barriga em forma de pontada ou agulhada;
  • cãibra: as causas mais comuns são acúmulo de gases, inchaço e episódios de diarreia;
  • cólica: ocorre em ondas, começa e termina repentinamente;
  • queimação: provoca sensação de ardor, geralmente causada por refluxo, gastrite e úlcera.

Leia também: Dor na barriga e nas costas ao mesmo tempo? Veja 7 causas

É comum sentir espasmos abdominais e dor na gravidez?

A expansão do útero ao longo da gestação causa contrações e dores consideradas normais, desde que sejam leves e deem a sensação sutil de torção na barriga. Quando o desconforto é constante e mais intenso, semelhante ao da cólica menstrual, é preciso ficar atento ao sintoma 9.

Outras causas das dores abdominais na gravidez são intestino preso e diarreia, causadas por alterações no sistema gastrointestinal. O estiramento do ligamento redondo que une o útero ao púbis também provoca dor de curta duração no quadrante inferior do abdômen 9.

Se a dor vier acompanhada de aumento da pressão arterial, sangramento, inchaço ou corrimento vaginal, procure um médico o quanto antes 9.

Relatar o sintoma ao ginecologista ou obstetra é importante para verificar a possibilidade de aborto, descolamento de placenta e pré-eclâmpsia 9.

O que pode ser dor abdominal em crianças?

Trata-se de um sintoma comum da infância que se estende até a adolescência, no caso das meninas, quando começa o período menstrual. Em geral, a dor abdominal pode ser estresse e ansiedade nessa etapa da vida, ocasionados pelas mudanças (físicas e psicológicas) naturais da idade 10.

Porém, algumas alterações físicas podem desencadear sintomas, como intestino preso, intolerância ou alergia a certos alimentos, como glúten, leite e derivados 10.

Massagens na barriga ajudam a aliviar as cólicas em bebês recém-nascidos. Nas crianças maiores que sabem comunicar seus sintomas, vale checar se a dor está em volta do umbigo, o que pode indicar dor psicológica 10.

Já a dor devido a algum problema orgânico ou funcional é constante, ou vem em ondas, e a tendência é que aconteça em um ponto específico do abdômen 10.

Por isso, é importante investigar o sintoma quando ele não desaparece após o uso da medicação que deve ser recomendada e acompanhada pelo pediatra 10.

Leia também: O que é butilbrometo de escopolamina? Para que serve? [GUIA]

Dor abdominal em idosos é o quê?

A dor abdominal nesse grupo pode ser 11:

  • dor no abdômen e suspeita de acidente vascular abdominal, como rotura de aneurisma da aorta abdominal (AAA) e embolia/trombose mesentérica;
  • dor difusa ou localizada com sinais de peritonite localizada/generalizada;
  • dor abdominal com alterações dos sinais vitais, como desidratação, podendo indicar intoxicação alimentar e gastroenterocolites (doença inflamatória intestinal).
  • dor sem sinais de peritonismo e sem alterações dos sinais vitais. Nesses casos, os idosos ficam em observação clínica para acompanhamento dos sinais.

A avaliação do quadro clínico de dor durante a anamnese inclui os seguintes detalhes 11:

  • fatores de que influenciam a melhora e piora da dor;
  • tipo ou característica da dor (contínua, em cólica, aperto, pontada);
  • local de início e irradiação;
  • evolução da dor (escala de zero a 10);
  • duração e repetição do quadro.

Nos idosos, além da dor, outros detalhes do histórico de saúde contribuem para análise e diagnóstico, como a existência de comorbidades, cirurgias prévias, uso de medicações, febre, funcionamento intestinal e, em mulheres, o funcionamento do ciclo menstrual 11.

Como prevenir dor abdominal?

A prevenção envolve manter alimentação equilibrada, evitar excessos de gordura, álcool e alimentos irritantes, hidratar-se bem e respeitar horários das refeições. Controlar o estresse, praticar atividade física regularmente, dormir bem e não se automedicar também ajudam a preservar o funcionamento do sistema digestivo e reduzir desconfortos recorrentes 12, 13.

Hábitos saudáveis diários

A inclusão de hábitos saudáveis diários, como a prática de exercícios físicos regulares, libera serotonina e endorfina, neurotransmissores responsáveis pela sensação de bem-estar e relaxamento 12.

Receber esse estímulo diariamente melhora a qualidade de vida, contribuindo para o bom funcionamento das funções orgânicas e funcionais do corpo todo 12.

Além de ser um lazer, os exercícios ajudam na melhora da capacidade cardiorrespiratória, redução do peso corporal e de dores musculares e esqueléticas 12.

Alimentação balanceada

Uma alimentação balanceada contribui para o tratamento e prevenção eficazes de doenças, como obesidade, diabete, hipertensão e câncer 13.

A mudança gradual nos hábitos alimentares, reduzindo o consumo de gordura, sal, ultraprocessados e açúcar, ajuda a diminuir as chances de desenvolver doenças crônicas 13.

A regra de ouro para ter uma alimentação equilibrada e saudável é manter uma dieta rica em alimentos in natura ou minimamente processados, como frutas, legumes, verduras e cereais ricos em vitaminas, sais minerais e fibras 13.

Sono de qualidade

Outra medida para prevenir doenças e desequilíbrios orgânicos que podem causar dores abdominais é ter um sono de qualidade 14.

Criar uma rotina diária antes de dormir, indo para a cama sempre no mesmo horário, fazendo refeições leves à noite e evitando telas após se deitar, contribui para que as horas de descanso renovem as energias 14.

Além disso, verificar o conforto e altura do colchão e os travesseiros é um cuidado importante. Especialistas recomendam a troca do travesseiro a cada dois anos e, do colchão, entre cinco e dez anos de uso 14.

Quando uma dor abdominal é preocupante?

Quando remédios comuns, como analgésicos e antiespasmódicos, não proporcionam efeito desejado, o que faz com que o sintoma permaneça por mais tempo. Além disso, quando a dor acontece junto a outros sintomas, como perda de apetite, febre, queda de pressão, cansaço e calafrios, o cenário pode indicar gravidade 16.

Outra evolução que aponta urgência no tratamento é quando a dor não permite que o abdômen seja apalpado, tamanha a sensibilidade. Caso esses sinais apareçam, a primeira medida é procurar atendimento médico 16.

Quando ir ao médico?

Quando uma pessoa apresenta o quadro descrito no tópico acima, ou seja, além da dor na região abdominal, tem febre, perda de apetite, aumento da sensibilidade ao toque das mãos e até ao deitar-se na cama, é hora de ir ao médico 16.

No hospital, é feita a anamnese para conhecer o histórico do paciente, como o quadro começou e quais sintomas apareceram conforme ele evoluiu 16.

O segundo passo é o exame físico. Se, ao pressionar o local, a dor se intensifica, a situação torna-se urgente 16.

Quais são os exames para diagnosticar a causa da dor abdominal?

As causas do desconforto na barriga são analisadas com mais precisão por meio de exames de imagem, como ultrassonografia, tomografia computadorizada e ressonância magnética. Os exames laboratoriais, como hemograma completo e exame de urina, auxiliam no diagnóstico de problemas no fígado e na bexiga 16.

Doenças, como colecistite aguda, apendicite, diverticulite e pancreatite, são detectadas por esses exames de imagens 16.

Quais são os tratamentos para dor abdominal?

O tratamento começa com a descoberta da causa do desconforto. A partir dessa informação, é definido um protocolo de cuidados para aliviar o sintoma. Se o problema for gerado por situações pontuais de má digestão ou excesso de gases, por exemplo, é possível minimizar a dor com analgésicos ou antiespasmódicos 18.

Um exemplo dessa categoria é Buscopan, que alivia cólicas — leves, moderadas e intensas — na região da barriga 17.

O butilbrometo de escopolamina, principal ativo da fórmula, age diretamente sobre os músculos dos intestinos, melhorando os espasmos que causam o desconforto 17.

Porém, quando a intensidade da dor aumenta e o remédio de base não funciona, a melhor solução é procurar atendimento médico, pois existe a possibilidade de o sintoma estar ligado a alguma doença ou problema específico 18.

A automedicação prolongada pode mascarar os sintomas e agravar o quadro, tornando-o mais urgente. A partir do diagnóstico, o médico prescreve o tratamento e dá orientações sobre mudanças nos hábitos de vida e na alimentação 18.

Fique alerta aos sinais do seu corpo

Agora que você leu este guia completo sobre dores abdominais, fique atento aos sinais do seu corpo quando sentir algum desconforto desse tipo.

A atenção ao quadro e a evolução dos sinais que se associam à dor, é fundamental para tomar a decisão rápida de buscar atendimento médico. Cuide-se!

FAQ - Perguntas frequentes sobre dor abdominal

Quando ir ao pronto-socorro por dor abdominal?

A avaliação imediata é indicada quando o desconforto é intenso, súbito ou progressivo, não melhora com analgésicos comuns ou vem acompanhado de sinais de alerta, como febre alta, rigidez abdominal, dor ao tocar, vômitos persistentes, sangue nas fezes, desmaios, confusão mental e dificuldade para respirar ².

Quanto tempo é “normal” a dor durar antes de procurar avaliação?

Desconfortos leves e esporádicos costumam melhorar em horas ou até dois dias, especialmente quando ligados à alimentação ou gases. Se persistirem por mais de 72 horas, reaparecerem com frequência ou interferirem nas atividades diárias, é importante buscar avaliação para identificar a causa e evitar complicações ¹.

O que pode ser dor abdominal do lado direito?

A localização pode sugerir condições específicas, como inflamação do apêndice, problemas na vesícula biliar, alterações hepáticas ou intestinais. Em mulheres, também pode envolver ovários ou trompas. A intensidade, a irradiação e os sintomas associados ajudam a diferenciar quadros simples de situações que exigem investigação imediata ³.

O que fazer se a dor vier com diarreia, vômitos ou febre?

Quando há diarreia, vômitos ou febre, a prioridade é manter hidratação adequada e observar a evolução. Caso os sintomas sejam intensos, persistentes, com sinais de desidratação ou piora progressiva, é indicado procurar atendimento. Medicamentos só devem ser usados com orientação, pois podem mascarar sinais importantes 10.

O que muda no cuidado de crianças, gestantes e idosos?

Nessas faixas, a atenção deve ser redobrada. Crianças podem não conseguir descrever bem o desconforto, idosos tendem a ter sintomas atípicos e gestantes exigem avaliação cuidadosa para excluir causas obstétricas. Qualquer dor persistente, intensa ou associada a outros sinais merece investigação precoce nesses grupos 9, 10, 11.

1. Curso de Especialização - Linhas de Cuidado em Enfermagem [Internet]. unasus2.moodle.ufsc.br. Disponível em: https://unasus2.moodle.ufsc.br/pluginfile.php/16344/mod_resource/content/1/un01/top03p01.html. Acesso em julho de 2023.


2. Dor abdominal: entendendo o problema, tipos, diagnóstico e tratamento. – BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo [Internet]. www.bp.org.br. Disponível em: https://www.bp.org.br/artigo/dor-abdominal. Acesso em julho de 2023.


3. O que pode ser a dor abdominal e o que fazer [Internet]. Tua Saúde. Disponível em: https://www.tuasaude.com/dor-abdominal/. Acesso em julho de 2023.


4. Guia de prática clínica: sinais e sintomas do trato gastrointestinal: azia (acidez/pirose) e dispepsia / Conselho Federal de Farmácia. – Brasília: Conselho Federal de Farmácia, 2020. Disponível em: https://www.cff.org.br/userfiles/Guia%20-%20AZIA(1).pdf. Acesso em julho de 2023.


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16. Quais tipos de dores abdominais podem indicar uma urgência? – Grupo Leforte [Internet]. Leforte. 2021. Disponível em: https://leforte.com.br/blog/quais-tipos-de-dores-abdominais-podem-indicar-uma-urgencia/. Acesso em julho de 2023.


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